sábado, 2 de fevereiro de 2013

Papel do pai




No âmbito da saúde integral, cabe ao pai desenvolver a chamada saúde paterno-infantil, relacionada ao vínculo físico, psicológico e afetivo desenvolvido entre as crianças e os que exercem essa função em suas vidas.
O homem tem o direito de participar do planejamento reprodutivo e familiar. Ele e a companheira devem decidir juntos se querem ou não ter filhos, como e quando tê-los. Além disso, também lhe é garantido o direito de acompanhar a gravidez, o parto, o pós-parto e decidir sobre a educação da criança.

Felipe Daniel Reis/SXC

  • Acompanhamento do pai ajuda a mãe partilhar responsabilidades fazendo com que nenhum dos dois sintam-se sobrecarregados

Pais participam de evento da Rede CAAS
É também dever paterno custear alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas, a critério do médico, além de outras que o juiz considere pertinentes. Caso isso não ocorra, é concedido à mulher o direito de ir à Justiça e exigir que se cumpram tais obrigações. Nesse caso, o pai terá de se apresentar em juízo em até cinco dias.

Com a Lei 11.804, sancionada em 2008, a responsabilidade do pai passou a valer desde a concepção. Dessa forma, ficou estabelecida a obrigação de dar todo o suporte à mãe durante os nove meses.

Importante dizer que pais adolescentes e jovens adultos são reconhecidos como sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos e que, portanto, devem igualmente ser assistidos diante de suas necessidades e projetos de vida. Apesar da pouca idade, eles têm as mesmas obrigações e os mesmos direitos dos outros pais.

A mãe costuma atrair para si as atenções desde a gestação até os primeiros meses de vida da criança, quando os cuidados tendem a ser mais intensivos. O papel paterno, porém, tem deixado de ser coadjuvante, com a participação crescente dos pais nos cuidados desde a gestação, passando pelo nascimento do bebê e pelas várias fases de desenvolvimento da criança.


O pai pode ajudar a mãe, sobretudo, criando um ambiente calmo, receptivo e amoroso que ofereça apoio e segurança irrestritos à gestante. Desse modo, ela poderá se sentir fisicamente e emocionalmente amparada e acolhida, e, com isso, desenvolver uma gestação saudável em todas as suas fases, reduzindo a possibilidade de depressão materna no pós-parto.


Durante o pré-natal, é importante considerar a gravidez não apenas como da mulher, mas do casal. O cuidado masculino com o bebê é indissociável do cuidado à gestante, envolvendo, entre outras coisas: estabelecer uma comunicação doce e direta com a mãe e com o feto que está sendo gerado; mostrar-se atencioso e atraído tanto física quanto psicologicamente pela mulher; e participar e permanecer atento às modificações estruturais – físicas, mentais, psicológicas e sociais – as quais ela poderá tornar-se suscetível durante esse período.

Partilhar responsabilidades faz com que nem a mãe nem o pai sintam-se sobrecarregados e, dessa forma, apresentem maior disposição e disponibilidade emocional para o bebê. Nesta lógica, o pai pode e deve auxiliar diretamente nos cuidados básicos com o recém-nascido, como trocar fraldas, alimentar, dar banho, levar para passear, participar das consultas médicas e da administração de medicamentos, quando for o caso. Importante ressaltar que, além do contato com o bebê, o homem “ajuda” também ao transmitir afeto e segurança à companheira, contribuindo para que ela se sinta mais preparada para acolher seu próprio filho (a).

A presença do pai, dependendo da qualidade de tal presença é geralmente positiva para os filhos. Há um consenso de investigações que quando os homens (como pais sociais ou pais biológicos) estão engajados na vida de seus filhos, os vínculos entre eles são reforçados. Isso beneficia o desenvolvimento físico, psicológico, afetivo e social de modo geral das crianças, que muitas vezes apresentam melhor desempenho na escola e têm relações mais saudáveis como adultos.
Outro direito dos pais que trabalham é a licença-paternidade, que no Brasil é de cinco dias consecutivos, a partir do nascimento do bebê. O pai adotivo também tem o mesmo direito.

A licença-paternidade é um dispositivo importante ao possibilitar que o trabalhador se ausente do serviço para auxiliar a mãe de seu filho, que não precisa necessariamente ser sua esposa, compartilhar dos cuidados primários e também registrar a criança num cartório.

O tempo é relativamente curto, se comparado à licença concedida em países como a Alemanha, que permite que o pai se afaste por até um ano e dois meses (com direito a 67% da remuneração) ou o Japão, onde os homens podem tirar licença de um ano (com 25% do salário).

A licença-paternidade no Brasil, porém, é maior que em outros países da América do Sul, como a Argentina e o Paraguai, que dão apenas dois dias de folga ao trabalhador após a chegada do bebê.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Rede CAAS entrega primeiro exemplar de cartilha à administração municipal

Reprodução da capa da cartilha
A Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros) de Penápolis, representada pela secretária executiva Maria Inês Peters e por membros dos Comitês Técnico e Estratégico, entregou um exemplar da Cartilha de Boas Práticas em Promoção do Desenvolvimento Infantil ao prefeito João Luís dos Santos na manhã do dia 27 de dezembro de 2012, no Paço Municipal.
A produção desse material é uma das ações do projeto Ano II do Programa Primeiríssima Infância de Penápolis, desenvolvido pela Rede CAAS, e está sendo totalmente custeada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), de São Paulo. O material traz contribuições de vários membros da Rede CAAS e é ilustrado pelos designers penapolenses Samuel Ribeiro e Fábio Borges, conhecidos como Sami e Bill.
A entrega do “boneco” ao prefeito selou a parceria exitosa de quatro anos, período em que foram investidos mais de 500 mil reais no município em capacitações, sensibilização da comunidade, eventos e aquisição de equipamentos para os espaços lúdicos  e informatização de unidades de atendimento às gestantes e crianças de 0 a 3 anos de idade. A Prefeitura, em contrapartida, disponibilizou seus colaboradores e equipamentos para realização das ações.
Prefeito João Luís e Maria Inês Peters
Manter acessível aos profissionais que atuam junto às gestantes, suas famílias e crianças até 3 anos, os conceitos trazidos pelo Programa Primeiríssima Infância é um dos objetivos da cartilha. “Registramos ações em curso no município, bem como destacamos o “olhar ampliado” para o atendimento, reconhecendo a relevância do vínculo afetivo entre as mães/famílias e seus bebês, permitindo a valorização da atitude do profissional e reconhecendo essa perspectiva como estratégica para a promoção do desenvolvimento integral das crianças”, destacou a psicóloga Inês Peters.  
O foco da cartilha priorizou os resultados da pesquisa realizada recentemente pelo IBOPE e encomendada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, em que ficou evidente o desconhecimento da população sobre a importância do vínculo afetivo para o desenvolvimento infantil, como destaca o neuropediatra Dr. Saul Cypel, consultor da Fundação. Para ele, a pesquisa "mostra como a questão da saúde está bem resolvida - e é muito bom que esteja -, mas ainda precisamos avançar muito em relação aos fatores emocionais e comportamentais. Os pais ainda desconhecem a importância de estabelecer os vínculos afetivos e, consequentemente, os danos que podem haver quando se ignora o potencial de aprendizagem da primeira infância".
Os resultados do estudo também deixam claro que, apesar de serem indispensáveis, as escolas de educação infantil (creches) não são reconhecidas pelas famílias como espaços de promoção do desenvolvimento das crianças, sendo esse um indicador importante para subsidiar trabalhos com pais e propostas que esclareçam a corresponsabilidade que envolve família e escola no processo educativo, disseminando a estimulação das crianças através do “brincar”, principalmente.
Ao longo dos últimos quatro anos, cerca de 600 profissionais foram capacitados no município, entretanto, a continuidade das ações está vinculada à criação de um grupo de estudos (formação continuada), uma proposta da Rede CAAS para 2013 que, em breve, deverá ser apresentada aos gestores do governo atual.
No ultimo mês de dezembro, o prefeito eleito Célio de Oliveira, acompanhado do vereador Rodolfo Valadão (PV), participou de um encontro com diretores da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal em que se mostrou “completamente sensibilizado” para a relevância do trabalho e sua continuidade.

O projeto
Articulando os três setores da sociedade, o projeto social recebe desde 2008 o apoio técnico e financeiro da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Formada por um comitê estratégico e um comitê executivo, a Rede CAAS reúne profissionais liberais e representantes das Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Assistência Social, além de parceiros do comércio local, incluindo a imprensa, os clubes de serviços e as entidades sociais.
Em sua atuação, o projeto trabalha a mobilização e conscientização da população em relação à importância dos cuidados e estímulos para com a primeira infância, além da capacitação de profissionais da rede pública municipal de saúde, assistência social e educação infantil.
A Rede CAAS já realizou três edições da Semana do Bebê, sempre no mês de agosto, além do evento 1ª Engatinhata de Penápolis. O primeiro evento é composto por atividades descentralizadas, isto é, ocorrem em espaços públicos, unidades de saúde e escolas. A população participa da Semana do Bebê gratuitamente por meio de oficinas, seminário científico, palestras, mesas-redondas, concurso de vitrines e apresentações artísticas. Já a primeira edição do evento Engatinhata, que ocorreu em abril de 2012, teve por objetivo esclarecer que o ato de engatinhar é muito importante para o desenvolvimento integral do bebê. 
Campanhas de conscientização também foram desenvolvidas pela rede como estratégia para levar mensagens importantes para o grande público. A Campanha de Amamentação, a Campanha Me Pega no Colo e a Campanha Brincar é Coisa Séria foram amplamente divulgadas. Acompanhe o trabalho da Rede CAAS e faça parte do grupo no Facebook.  

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O impacto do amor


Criança que não recebe carinho da mãe pode ter cérebro menor e menos desenvolvido

A forma como o bebê é tratado pela mãe nos seus primeiros anos de vida poderá determinar se seu cérebro terá um bom funcionamento. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) comparou os cérebros de duas crianças de três anos de idade: de um lado, bem tratada por seus familiares, principalmente pela mãe; e de outro, negligenciada. O resultado da pesquisa mostrou que no caso da mãe que deu amor, carinho e se comportou como totalmente responsável pelo bebê, o cérebro dele cresceu plenamente. Enquanto que no caso oposto, quando a criança sofreu abuso ou foi maltratada, o cérebro mostrou-se menor e com pontos mais escuros, indicando que é menos desenvolvido.

Crianças que recebem mais carinho podem se desenvolver melhor
— O desenvolvimento do circuito cerebral depende potencialmente de uma interação positiva entre a mãe e o bebê — apontou o professor do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da UCLA, Allan Schore, ao jornal britânico “The Telegraph”.
De acordo Schore, isto ocorre porque 80% das células cerebrais se desenvolvem na faixa dos 2 anos de idade, e se o processo de formação de conexões (sinapses) for prejudicado ou não for estimulado, o déficit poderá ser permanente. Ele ressalta que o bebê maltratado poderá ter sua inteligência afetada. Além disso, poderá crescer com menos empatia para com outras pessoas, mais propensão a ser viciado em drogas e a se envolver em crimes violentos. Ele ainda terá mais chances de ficar desempregado com frequência e de ter problemas de saúde e mentais. Esta descoberta, segundo o pesquisador, poderia ser um dos fatores a explicar, por exemplo, por que algumas gerações de famílias tendem a enfrentar um ciclo difícil de quebrar de falta de escolaridade, desemprego persistente, pobreza, vícios como o de álcool e drogas, assim como o envolvimento em crimes.

Maior risco de ansiedade e depressão
Em janeiro deste ano, a Escola de Medicina da Universidade de Washington publicou o primeiro estudo mostrando mudanças na anatomia cerebral no caso de crianças que tinham sido negligenciadas por seus pais. A pesquisa, publicada no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (Pnas), apontou que crianças que foram bem cuidadas por suas mães nos primeiros anos de vida tinham o hipocampo do cérebro maior. Essa estrutura é fundamental para o aprendizado, a memória e a resposta ao estresse. Neste estudo, os pesquisadores analisaram as imagens dos cérebros de 92 crianças, revelando que aquelas que tinham recebido afeto e sido bem alimentadas tinham o hipocampo 10% maior que as crianças cujas mães tinham sido negligentes.
Chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa do Rio de Janeiro, Fábio Barbirato lembra que desde o século XVII estudos vêm tentando relacionar o desenvolvimento cerebral com o carinho dos pais. Ele lembra que já em 1621 o médico americano Richard Button apontou que crianças negligenciadas tinham mais propensão a sofrer de depressão e ansiedade. Barbirato diz que que os trabalhos ainda são inconclusivos, mas que este é um conhecimento já intuitivo da comunidade científica.
— Nada foi de fato comprovado, porque os estudos são ainda pouco amplos, foram feitos com um número reduzido de pacientes. Mesmo assim, na prática clínica, isto já é verificado. E em palestras já costumamos ressaltar para as mães a importância de cuidar bem de seus filhos — explicou Barbirato. — A nossa preocupação é, por exemplo, com as mães usuárias de crack ou com as crianças que perderam os pais.
Segundo o psiquiatra, a criança que não for bem tratada poderá, no futuro, apresentar, além de depressão e ansiedade, dificuldade de aprendizado e de relacionamento com outras pessoas. Barbirato explica que até os 5 anos o córtex pré-frontal ainda não está totalmente formado. E a falta de estímulos, como o carinho, pode prejudicar este crescimento.
— Até esta idade, estão se formando muitas sinapses no córtex pré-frontal. E seu desenvolvimento precisa de estímulos, que vêm do afeto — afirmou.

Fonte: O Globo

 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Brincar é coisa séria


O ato de brincar também colabora no desenrolar da infância para a vida adulta, no aprendizado e na percepção de mundo.
Brincar é a melhor maneira para que as crianças se relacionem com o mundo exterior. Entre preferências distintas por jogos e brincadeiras, os adultos devem desempenhar o papel de estimuladores dessas atividades, de maneira que elas experimentem novas dinâmicas todos os dias. Uma criança diante de um brinquedo não está apenas entregue a um período de distração enquanto o responsável por ela exerce outras tarefas – elas utilizam o tempo para pesquisar e investigar o desconhecido.
A experimentação é o ponto-chave ao longo da brincadeira, pois contribui para a construção da identidade dos pequenos, fazendo com que sejam mais autônomas, criativas, extrovertidas e ajuda na aprendizagem oral e escrita. As brincadeiras também ajudam a aprender que é preciso esperar a sua vez e que, às vezes se ganha, e às vezes, se perde.
Os pais precisam estar cientes de que a brincadeira é parte essencial do desenvolvimento da criança. O ato de brincar faz os pequenos serem amigáveis com os colegas e amáveis com a família. Os adultos que estimulam a brincadeira e fazem parte desse momento com as crianças fazem com que elas se sintam amadas, além de fortalecer a autoestima e a autoconfiança delas. A brincadeira é o momento da troca de afeto e uma pausa para que a imaginação seja trabalhada.

Descubra a importância do ato de brincar nesse episódio da série Nota 10 – Primeira Infância, do Canal Futura.


O programa mostra, de forma simples e descontraída, as múltiplas facetas que compõem essa etapa do crescimento, por meio de depoimentos de especialistas (pediatras, neurologistas e psicanalistas) e exemplos de projetos educacionais realizados em diferentes estados brasileiros.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sensibilizando os pais para o desenvolvimento dos filhos


A mais importante fase de desenvolvimento da vida de uma criança acontece entre a gestação e os 3 anos de idade, quando o bebê está exposto a diversos tipos de estímulos emocionais, sensoriais e físicos. E, para promover um crescimento sadio e equilibrado, a participação dos pais é fundamental.

Para o Dr. Saul Cypel, consultor técnico do Programa Primeira Infância da FMCSV, “os pais têm a função de acolher a criança, de protegê-la e de promover o seu desenvolvimento”. Por outro lado, quando esses estímulos parentais não são suficientes ou adequados, a criança pode ter o seu desenvolvimento comprometido. Segundo o Dr. Saul, “quando os estímulos e o acolhimento afetivo não acontecem, pode haver impactos negativos de várias ordens no desenvolvimento da criança, desde sua parte emocional até as habilidades motoras”.

Mas essa situação pode ser evitada e corrigida a tempo de minimizar eventuais prejuízos. Iniciativas como as promovidas em Penápolis, cidade do noroeste paulista, buscam não só atender as quase 4 mil crianças da região, mas também esclarecer aos pais o seu papel no desenvolvimento dos filhos.

“O Programa que implantamos aqui atua na promoção do vínculo entre pais e filhos”, explica Maria Inês Peters, secretária executiva do Projeto "Crianças Amadas, Adultos Seguros", desenvolvido em Penápolis (SP). Segundo ela, o projeto oferece aos pais, profissionais de saúde e educadores oficinas que mostram as necessidades das crianças a partir do ponto de vista de diversas áreas (psicologia, neurociência e pedagogia).

Ainda segundo Maria Inês, existe a dificuldade do entendimento dos pais sobre o seu papel no desenvolvimento da criança. Casos que estão além das capacidades dos programas são tratados de forma individualizada, mas sempre valorizando a relação saudável entre pais e filhos.

E os resultados já começam a ficar evidentes. “É bastante claro que tivemos uma mudança de olhar sobre a importância do desenvolvimento infantil. Tanto profissionais quanto familiares estão cada vez mais interessados em participar dessas atividades”, conclui Maria Inês.

Fonte: Boletim Bimestral da FMCSV
Edição 3 | Novembro 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Rede CAAS apresenta ações penapolenses no Vale do Paraíba



Representantes da Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros), projeto social administrado através de um convênio entre Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e Prefeitura Municipal de Penápolis, participaram, durante os dias 5 e 6 de novembro, de uma oficina de elaboração de projetos do Programa VIM (Valorizando uma Infância Melhor), realizado em quatro municípios do Vale do Paraíba, coordenado pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) e financiado pela Fundação Lúcia e Pelerson Penido.
Com atuação semelhante ao projeto penapolense, o Programa VIM tem como foco a melhoria da qualidade da educação infantil nesses municípios, a partir da capacitação dos profissionais e da articulação do trabalho realizado pelas Secretarias Municipais de Educação e Saúde. Também está entre as prioridades o envolvimento das famílias com as atividades e ações de promoção do desenvolvimento das crianças de 0 a 5 anos de idade.
No canto superior direito, Maria Inês Peters e Leonila
Torrezan (SME) apresentam ações de projetos
penapolenses em prol da educação infantil
A psicóloga e secretária executiva da Rede CAAS, Maria Inês Peters, conta que o convite para participar da oficina partiu da consultora Rosana kisil (IDIS). Estavam presentes as equipes de Lagoinha e Roseira, que mostraram a "linha do tempo" de seus projetos. Segundo Inês, pedagogas de Jundiaí também mostraram os avanços obtidos a partir do planejamento elaborado para as crianças de 0 a 5 naquela cidade.
O objetivo da participação foi apresentar os Programas REDIN (Rede pela Educação Infantil) e Primeiríssima Infância, especificamente os avanços obtidos pela educação infantil em Penápolis - de 2006 a 2012. “Os resultados da nossa participação foram bastante positivos e, além de divulgar o nosso aprendizado, pudemos inspirar os projetos daquela região para o segundo momento do Programa VIM, em 2013”, comentou a psicóloga.
Segundo o advogado Alexandre Gil de Mello, membro da Rede CAAS, é sempre positivo o ato de compartilhar experiências. “O convite para participar deste evento é uma demonstração de que Penápolis tem se tornado referência para municípios de todo Brasil”, comentou. 
Para Gil, as conquistas obtidas nos últimos anos com o Programa REDIN e Primeiríssima Infância elevaram de tal forma a qualidade do atendimento das crianças e famílias que as práticas estão sendo reconhecidas como modelo de gestão pública. “Tudo só foi possível graças à prioridade garantida pelo governo municipal, aos esforços e comprometimento das equipes técnicas da educação, saúde e assistência social, além da efetiva participação da sociedade, por meio das entidades, comércio, empresas, faculdades, clubes de serviço e meios de comunicação", encerrou. 

O projeto 
Articulando os três setores da sociedade, o projeto social recebe desde 2009 o apoio técnico e financeiro da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, de São Paulo. Em sua atuação, o projeto trabalha a mobilização e conscientização da população em relação à importância dos cuidados e estímulos para com a primeira infância, além da capacitação de profissionais da rede pública municipal de saúde, assistência social e educação infantil. 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Rede CAAS realiza exposição no Paço Municipal


Mostra é realizada com trabalhos de alunos de escolas que receberam doação de livros infantis e materiais para oficinas de arte.
  
Representantes de instituições promotoras e parcerias
da exposição
O Paço Municipal está sediando desde a última sexta-feira (9) uma exposição com trabalhos artísticos confeccionados por alunos da Educação Infantil do município. A mostra ficará no local até o dia 14 deste mês. O evento é resultado de uma iniciativa do projeto penapolense “Crianças Amadas, Adultos Seguros”, que reuniu parceiros para trazer para Penápolis uma grande quantidade e materiais didáticos da coleção “A Arte do Desenho”, doados por uma editora espanhola.
Além das unidades de educação infantil, escolas municipais e estaduais de ensino fundamental, Unidades Básicas de Saúde (Espaços Lúdicos), CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), outras entidades do município e região foram contemplados com os kits que são compostos pelos fascículos “A Arte do Desenho”, estojos e materiais importados da Alemanha, como lápis coloridos, giz de cera, nanquim, carvão entre outros materiais para uso em aulas e oficinas.
A conquista contou com a parceria da Secretaria Municipal de Educação e Fundação Nelly Jorge Colnaghi, além das empresas Expir Transportes e Asperbras, que providenciaram o transporte, o armazenamento e a distribuição dos recursos didáticos, avaliados em cerca de R$ 350 mil.
A psicóloga e secretária executiva da Rede CAAS, Maria Inês Peters, informou que o grande volume de material foi catalogado e distribuído, atendendo as necessidades específicas de cada público envolvido. “Essa ação é um exemplo valioso que mostra a importância de estabelecermos parcerias em favor do desenvolvimento infantil, pois o alcance pode ser muito maior quando articulamos ativos diversos além de fortalecer a nossa comunidade”, comentou a psicóloga.
Para a secretária do projeto, todos os envolvidos foram beneficiados e certamente a Rede CAAS se fortalece para buscar novos investimentos para o município. “Agradecemos pelo empenho pessoal dos parceiros João Amilcar Rodrigues Anhesini, Alípio Casaroti (Asperbras/Fundação Nelly Jorge Colnaghi) e do secretário municipal de Educação Cledivaldo Donzelli e respectivas equipes”, finalizou.

O projeto
Da parceria entre a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e a Rede pelo Desenvolvimento Integral da Criança (REDIN) de Penápolis, surgiu o projeto Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros), que desenvolve o programa Primeiríssima Infância no município.
Com início no ano de 2009, a iniciativa articula o Poder Público, as empresas e organizações da sociedade civil com o objetivo de garantir o desenvolvimento integral de crianças de zero a três anos de idade.
Em sua atuação, o projeto trabalha a mobilização e conscientização da população em relação à importância dos cuidados e estímulos para com a primeira infância, além da capacitação de profissionais da rede pública municipal de saúde, assistência social e educação infantil. 

Confira mais fotos da exposição.